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MP faz operação contra suspeitos de crimes em milícia no Rio

Autoria: Redação  |  Fotos: Fernando Frazão



Policiais do Rio de Janeiro investigados por associação a uma milícia foram alvo da Operação Gogue Magogue, deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RJ) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ao todo foram seis mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão, contra catorze policiais militares e oito civis. Eles são apontados como integrantes de milícia que atua, especialmente, na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá. As investigações indicaram prática dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e concussão. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em um imóvel, que seria utilizado como central clandestina de TV a cabo, atividade explorada pelo grupo, chamada popularmente de "gatonet".

O 2º sargento Jorge Henrique da Silva, conhecido como Dô, lotado no 22º BPM, e Adelmo da Silva Guerini Fernandes, também 2º sargento, mas do 21º BPM, são apontados como líderes da organização criminosa. Os mandados de prisão e de busca e apreensão atingiram o 3º sargento Nielsen da Silva Barbosa; o subtenente Francisco Santos de Melo, o cabo Leonardo de Oliveira Pelussi e o 2º sargento Marcos Paulo Custódio Alves. Esses quatro são lotados no 18º BPM. Outros oito policiais militares, que eram lotados no 18º BPM, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Eles foram flagrados em conversas suspeitas com integrantes da organização criminosa.

As ações de busca e apreensão foram realizadas nos 5º, 14º, 18º, 21º e 22º Batalhões, além da 1ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), da comunidade Santa Marta, em Botafogo.

O MPRJ informou que na mesma operação foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra oito civis denunciados por participação na organização criminosa. Moisés Ubiratan Lopes Peres; Luís César Lima Napoli, conhecido como PC; Antônio Marcos Santos Silva, o Marquinho, atualmente foragido da Justiça; Marilena Nascimento Faria; Carlos Renato Nascimento Faria, o Renatinho; Cristiano Pereira Gomes; Ygor Rodrigues Santos da Cruz e Kleber Farias de Oliveira Carneiro. De acordo com a denúncia, eles eram responsáveis por atividades como gerenciamento dos pontos de mototáxi, repasse de propinas aos policiais dos 18º e 31º Batalhões e emissão de alertas sobre operações policiais na região. Faziam ainda toda a manutenção técnica e cobrança pelos serviços clandestinos de TV a cabo, internet e comercialização de cigarros ilegais.

 
Propinas
O MPRJ informou que além da exploração e comercialização de sinais clandestinos de televisão a cabo, a organização criminosa fazia venda de cigarros ilegais e exploração ilícita de pontos de mototáxi. A apuração indicou que os PMs recebem propinas para fornecerem informações privilegiadas sobre operações policiais na região, e com isso, garantir a livre circulação dos mototaxistas do bando nas áreas de fiscalização do 18º BPM (Jacarepaguá) e 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), os dois na zona oeste. Os policiais faziam vista grossa para as irregularidades de trânsito eventualmente praticadas pelos mototaxistas.

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