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Nova paralisação dos caminhoneiros ganha força; Abrava indica quinta-feira como possível início

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Governo vai tentar barrar greve no dia de hoje

 

Uma nova greve dos caminhoneiros começou a ser articulada após uma reunião realizada em Santos nesta segunda-feira (16). A informação foi confirmada pelo presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, o Chorão. O movimento surge em meio ao forte aumento do preço do óleo diesel no país, que reacendeu a insatisfação da categoria.

Segundo Chorão, a maior parte das lideranças estaduais decidiu pela paralisação, mas ainda é necessário cumprir etapas legais e alinhar a data com outras entidades representativas. Ele destacou a falta de fiscalização sobre os preços praticados:

“Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. Vi diesel a R$ 6,29 descendo para Santos. O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras.”

A orientação inicial é que os motoristas permaneçam em casa, sem bloqueio de rodovias. Chorão afirma que a greve pode começar já na quinta-feira (19), embora movimentos independentes mencionem manifestações já nesta quarta-feira (18).

 

Aumento do diesel intensifica pressão

Dados do painel ValeCard mostram que o diesel S-10 subiu 18,86% desde 28 de fevereiro, início dos conflitos no Oriente Médio. O diesel comum teve alta ainda maior, ultrapassando 22% no mesmo período. O cenário elevou o risco de desabastecimento e ampliou a mobilização de diferentes frentes do setor.

 

Entidades ainda discutem adesão

A adesão ao movimento não é unânime. Algumas bases, especialmente ligadas ao setor rural, ainda avaliam sua participação. O presidente da Fetrabens, Everaldo Bastos, afirmou que a federação está alinhada ao descontentamento da categoria e busca formas de apoiar os caminhoneiros diante do aumento dos custos operacionais.

Bastos relatou que há pontos do país onde paralisações já foram deliberadas para esta quarta-feira, organizadas por sindicatos ou pela própria categoria.

 

Negociações seguem em andamento

O Sindicam Santos informou que está em diálogo com lideranças de todo o país e que as principais entidades já convocaram assembleias gerais extraordinárias para definir uma pauta unificada de reivindicações. A advogada da entidade, Luciana Saldanha, explicou que a divulgação dos estados que irão aderir só ocorrerá após alinhamento interno.

Ela também destacou que, ao contrário de 2018, o movimento atual busca ser mais organizado e estratégico:

“É impossível absorver sozinhos todas as despesas do transporte sem segurança jurídica e sem direito ao repasse no frete. Estamos negociando com o Governo Federal há mais de um ano, mas até agora nada foi definido.”

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