mar 19 2026 PF aponta influência de Rodrigo Bacellar no Executivo e possível loteamento de cargos, segundo investigação Autoria: Redação | Fotos: Divulgação Uma investigação da Polícia Federal identificou indícios de que o deputado estadual Rodrigo Bacellar teria exercido influência direta sobre estruturas do Poder Executivo do Rio de Janeiro, incluindo a indicação de cargos e a atuação em processos envolvendo a AgeRio. Empréstimos da AgeRio e suspeita de lavagem de dinheiro A PF apura dois empréstimos concedidos pela AgeRio a um frigorífico — um de R$ 626 mil e outro de R$ 2,1 milhões — empresa da qual Bacellar é suspeito de ser sócio oculto. A investigação analisa se o parlamentar teria usado o negócio para lavagem de dinheiro. Em um celular apreendido, os agentes encontraram mensagens em que a AgeRio consulta Bacellar sobre esclarecimentos enviados ao Ministério Público a respeito desses financiamentos. Planilhas indicam loteamento de cargos A PF também apreendeu planilhas que, segundo os investigadores, mostram Bacellar — então presidente da Assembleia Legislativa — indicando nomes para cargos de chefia no Executivo. Os documentos listam: - Deputados e suas áreas de atuação - Pedidos de espaço no governo - Solicitações de até 50 cargos - Demandas por estrutura para o período eleitoral Outra planilha aponta indicações para órgãos como Detran e Faetec. Para a PF, esses registros configuram um possível loteamento da máquina pública estadual. Posicionamentos Bacellar e o frigorífico citado não se manifestaram sobre os novos elementos da investigação. A AgeRio afirmou que todos os esclarecimentos enviados ao Ministério Público foram baseados nos fatos apurados e que os financiamentos seguiram os critérios exigidos. Decisões recentes do STF Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, juntamente com as medidas cautelares impostas a Bacellar — que segue com tornozeleira eletrônica — e a Thárcio Nascimento Salgado. A decisão está relacionada ao suposto vazamento de informações da Operação Oricalco/Zargun, que investigava o Comando Vermelho. A PGR denunciou Bacellar, Júdice, Salgado, Jéssica de Oliveira Santos e Thiego Raimundo de Oliveira Santos (TH Joias) por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Macário também foi denunciado por violação de sigilo funcional, e Thárcio por favorecimento pessoal. Moraes afirmou que as medidas cautelares continuam necessárias para proteger a ordem pública e evitar interferências na aplicação da lei penal.