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PF aponta influência de Rodrigo Bacellar no Executivo e possível loteamento de cargos, segundo investigação

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

 

Uma investigação da Polícia Federal identificou indícios de que o deputado estadual Rodrigo Bacellar teria exercido influência direta sobre estruturas do Poder Executivo do Rio de Janeiro, incluindo a indicação de cargos e a atuação em processos envolvendo a AgeRio.

 

Empréstimos da AgeRio e suspeita de lavagem de dinheiro

A PF apura dois empréstimos concedidos pela AgeRio a um frigorífico — um de R$ 626 mil e outro de R$ 2,1 milhões — empresa da qual Bacellar é suspeito de ser sócio oculto. A investigação analisa se o parlamentar teria usado o negócio para lavagem de dinheiro.

Em um celular apreendido, os agentes encontraram mensagens em que a AgeRio consulta Bacellar sobre esclarecimentos enviados ao Ministério Público a respeito desses financiamentos.

 

Planilhas indicam loteamento de cargos

A PF também apreendeu planilhas que, segundo os investigadores, mostram Bacellar — então presidente da Assembleia Legislativa — indicando nomes para cargos de chefia no Executivo. Os documentos listam:

- Deputados e suas áreas de atuação

- Pedidos de espaço no governo

- Solicitações de até 50 cargos

- Demandas por estrutura para o período eleitoral

Outra planilha aponta indicações para órgãos como Detran e Faetec. Para a PF, esses registros configuram um possível loteamento da máquina pública estadual.

 

Posicionamentos

Bacellar e o frigorífico citado não se manifestaram sobre os novos elementos da investigação.

A AgeRio afirmou que todos os esclarecimentos enviados ao Ministério Público foram baseados nos fatos apurados e que os financiamentos seguiram os critérios exigidos.

 

Decisões recentes do STF

Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, juntamente com as medidas cautelares impostas a Bacellar — que segue com tornozeleira eletrônica — e a Thárcio Nascimento Salgado.

A decisão está relacionada ao suposto vazamento de informações da Operação Oricalco/Zargun, que investigava o Comando Vermelho.

A PGR denunciou Bacellar, Júdice, Salgado, Jéssica de Oliveira Santos e Thiego Raimundo de Oliveira Santos (TH Joias) por obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Macário também foi denunciado por violação de sigilo funcional, e Thárcio por favorecimento pessoal.

Moraes afirmou que as medidas cautelares continuam necessárias para proteger a ordem pública e evitar interferências na aplicação da lei penal.

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