mai 23 2026 Cedae inicia corte de gastos e abre auditorias após chegada do novo presidente Autoria: Redação | Fotos: Divulgação Redução imediata de 25% no orçamento e revisão de contratos marcam início da gestão de Rafael Rolim. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) deu início a uma ampla revisão de despesas e contratos após a posse do novo presidente da estatal, o procurador Rafael Rolim, em 16 de abril. Logo nos primeiros dias de gestão, Rolim determinou um corte imediato de 25% no orçamento destinado a obras e serviços, o que representa uma redução aproximada de R$ 500 milhões nos gastos da companhia. Segundo a direção, o objetivo é evitar dificuldades financeiras nos próximos anos e ajustar o orçamento à realidade econômica da empresa. A previsão é que os cortes possam chegar a 35% nas próximas semanas. Também foram reduzidas despesas com funcionários extraquadros, cargos comissionados e terceirizados, gerando uma economia anual estimada em R$ 5 milhões. Rolim afirmou que a medida é necessária para garantir a estabilidade financeira da estatal: “O desencontro entre orçamento e realidade financeira faz com que tenhamos que dar um choque de gestão na largada. Sob pena de, no ano que vem, termos problemas, inclusive no índice de liquidez da companhia.” Auditorias miram contratos e operações financeiras Além do enxugamento de gastos, a nova gestão abriu auditorias internas para analisar contratos firmados nos 12 meses anteriores à troca de comando. As apurações já identificaram cerca de R$ 1 bilhão em contratações realizadas por dispensa ou inexigibilidade de licitação, além de processos baseados em pregões e atas de registro de preços conduzidos fora da estrutura formal da companhia. As auditorias também incluem a análise de aplicações financeiras da empresa e de um acordo firmado com a concessionária Águas do Rio, com o objetivo de verificar a regularidade dos procedimentos e possíveis impactos financeiros para a estatal. A nova direção afirma que as medidas fazem parte de um esforço para reorganizar a governança, aumentar a transparência e garantir que a Cedae mantenha sua capacidade de investimento e operação nos próximos anos. A estatal deve divulgar novos relatórios à medida que as auditorias avançarem e os cortes forem consolidados.